
Fragmentos de quem eu fui. Lyrics
- Genre:Jazz
- Year of Release:2024
Lyrics
Essa é a história de como eu matei meu antigo eu Caminhei descalço por estradas quebradas
Com os ecos de eu quem eu fui nas calçadas Minha sombra gritava
As minhas sombras gritavam Pediam abrigo
Mas eu escolhi ser o meu próprio inimigo Eu escolhi ser o meu próprio inimigo
Eu teus fios que me prendiam ao antes E em meus retratos nos instantes
Enterrei meu nome com minhas mãos trêmulas Fria desisti de quem guardava
Minhas fantasias que quem eu sou agora Senão um vazio, um reflexo distorcido
Um sonho sombrio deixei minha história sangrar na terra
Mas ainda ouço vozes Eu ainda ouço sua voz na guerra
Eu matei quem eu era Com olhos secos, sem primavera
Sob a lua cavei a minha própria dor Deixei o passado morrer sem cor
Os vestígios de mim ainda pairam no vento Um perfume antigo, um falso alento
Me pergunto se aquele eu chorou Quando a lâmina do tempo silenciou
Mas o peso não sai É um nó invisível
Uma dor que vive tão indescritível Será que a morte dele me libertou
Ou só me deu asas de um pássaro que não voou
As palavras que ele diziam Ainda queimam na minha mente
Um lembrete cruel, tão persistente Eu matei o que eu amava, oh céu
E me tornei a sombra de um mortal cruel
Eu matei quem eu era Com olhos secos, sem primavera
Sob a lua cavei a minha própria dor Deixei o passado morrer sem cor
E agora
Ando sem rosto, sem nome Um estranho que o próprio espelho consome
No tomulo que eu fiz No tomulo que eu fiz
Eu sussurro baixinho Desculpe por te deixar sozinho
Sob as estrelas Forçam adeus
Um murmúrio distante Dos que eu foram
Dos eus que foram meus A terra fria cobriu o meu antigo lar
Mas o fantasma dele nunca vai escalar
As marcas no chão ainda contam a história De dias perdidas, de velhas glórias
Mas não reconheço o peso no peito É como carregar um estranho esfeito
Eu olho pro céu, mas ele não responde Eu procuro na noite um lugar que me esconda
Mas não abrigo pra quem se apagou Sou só um eco de quem já sonhou
Troquei minhas palavras por um silêncio amargo
Despe minha alma de sonho e fartos Cada passo que eu dou ecoa o passado
Um suspiro de quem nunca foi perdoado
Cave minha copa com minhas mãos feitas Em terrememórias, em terras estreitas
Mas a terra não guarda Devolve ao vento as partes de mim que ainda
Lamento Devolve, devolve ao vento
As partes de mim que ainda lamento
Que ainda lamento
O passado, eu acho que ele não voltará tão cedo
Ah, ele está morto, quase que eu me esqueço A morte dele será lembrada
Mas de alguma forma, marcada Algo do tipo
É isso, Rip Dim Ale 11